
Guimarães Rosa: Linguagem e imagem
“Menos que a manhã não vinha longe, o fresquim frio, os galos pondo canto, o ar cheiroso dos Gerais se trazendo de todos os verdes, remolhada funda de orvalho a poeira das estradas, pesada como um reboco, e as vacas berrando, as cabras bezoando, no meio dos pios pássaros. Um frio sem umidade nenhuma, a gente aguentava sair sem roupa que fosse, para o livre, não tremia. Mal apontando o sol...”
in João Guimarães Rosa, “Noites do Sertão, Dão-Lalalão”, pagina 81, Ed. Record/Altaya, Rio/S. Paulo 1988.
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