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quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Tempo


Viajo rápido no tempo

Corro pelas alamedas

Árvores centenárias

Palmeiras imperiais


Corro pelas alamedas

Em busca do passado,

Perdido no tempo,

Em tons de sépia


Árvores centenárias

Adornam meu retorno

No tempo, não no espaço.

Busco algo, impreciso.


Palmeiras imperiais

Símbolos de outras épocas

Resistentes a tempestades

Como eu costumo resistir.



Luiz Ramos ©

Setembro de 2008.

Foto: ramosforest ©

terça-feira, 26 de maio de 2009

O Quiosque e as relações sociais.


Quiosque do Pastel é uma imagem muito expressiva, que faz lembrar-me da carrocinha de pipoca na praça central da minha cidade natal. As pessoas reuniam-se na praça para relacionar-se com os mais variados objetivos. A menina passeava na praça para encontrar as amigas e ver aquele garoto que lhe interessava ou para encontrar seu grupo de amigas. O garoto circulava pela praça, normalmente no sentido contrário ao seguido pelas meninas, o que provocava encontros premeditados a cada volta pela praça ou após a saída do cinema. As mães levavam seus filhos para passear, os pais acompanhavam seus filhos e aproveitavam para encontrar amigos. Muitas vezes havia acontecimentos como uma audição da banda de música da cidade no coreto do centro da praça ou a leitura de poemas e crônicas na sala da biblioteca junto ao coreto.

A carrocinha de pipoca, algumas vezes era transformada em posto de venda de outras guloseimas e parada obrigatória dos grupos de meninas e garotos para aprofundar a conversa com aquele ou aquela pretendente. Um pacote de pipocas oferecido poderia ser o mote para iniciar um relacionamento mais duradouro ou para provocar uma desilusão repentina e definitiva.

Em minha vida, tenho conhecido muitos quiosques, considerando-se a figura como um ponto de encontro, realizações e desilusões. Materialmente, conheci belos quiosques em cidades brasileiras e outras cidades de países por onde passei. Afetivamente, consegui transformar meros encontros na praça em duradouros relacionamentos, no que se refere à família, amizade e profissão.

Faço votos que este Quiosque do Pastel cumpra seu papel e funcione por muitos anos.

Visitem o Quiosque do Pastel.

Luiz Ramos

Rio de Janeiro, 26 de maio de 2009

Foto: ramosforest©


segunda-feira, 25 de maio de 2009

Recordar é viver.



Recordar é viver, dizem, e eu fui aos meus arquivos buscar razão para reviver grandes momentos, resgatar amigos e textos, e relembrar bons momentos.


O texto que segue foi publicado em julho de 2007 naquele espaço que conhecemos e acabou arbitrariamente. Sempre vale a pena viver e reviver


__________________________________________________________________________


Há três meses, dia 28/04/2007, eu cheguei, atraído pelo Post de Tecnologia do Fábio Cerdeira. Gostei do lugar. Fiquei.


1. A Responsabilidade Social e a Ecoeficiência ninguém viu.


2. A Tradição Fotográfica trouxe-me Fábio Cerdeira, que me indicou minha madrinha, uma Graça - a Carpes.


3. A Responsabilidade Sócioambiental e as relações fornecedor/empresa/cliente/consumidor me trouxeram o Jorge Antonio. Já havia Graça no meu Post.


4. O Licenciamento Ambiental e o IBAMA, muito técnico, só atraíram uma Graça.


5. Como o anterior, o Meio Ambiente bem monitorado pelo GPS, foi pouco comentado. (Puxa vida, até no ciclismo o GPS é útil...


6. Ao Remo na Lagoa só compareceram os meus dois leitores de primeira hora.


7. Ninguém se interessou pelo Museu da Água. Mas o Post teve a Graça.


8. O ruído dos Movimentos das Plantas atraiu Jorge Antonio, Tere Tavares, Denise. A Graça permaneceu assídua.


9. Contabilidade, Economia e Meio Ambiente contabilizaram a presença da Denise e a chegada do meu amigo Adailto.


10. Um Caso do Meu Rio Abaixo (I) trouxe Dona Lucília, a mulher que impulsionou o Trenzinho do Caipira. No trem, vieram o Sérgio Serra, a Rose C., o Ricardo Calmon, o Adailto, a glinys christ, a Denise e a Tere. E nem fiquei sem a Graça.


11. Paisagem, palavra bonita, que se refere a lugar que deve ser sempre preservado, foi visitada por amigos antigos e os recém chegados Carlos Junior e Fabiana Oliveira.


12. Um Outro Caso do Meu Rio Abaixo (II) chegou de Maria Fumaça, repleta de amigos e a recém adotada - juntamente com uma comitiva de fadas, gnomos, bruxas, animais e poesia, a Madalena Barranco.


13. Eu fui à Caça de Animais e Plantas. Colhi grande safra fotográfica na companhia de antigos amigos e da então recente amiga Denise Solami.


14. Quando os Indígenas foram dizimados com a chegada do "descobridor", só o Jorge Antonio, a Denise e a Graça compareceram.


15. Para percorrer em bicicleta o Caminho do Ouro pela Estreada Real, eu tive a companhia de vários amigos. Um expert em cicloturismo estava presente, o Jorge Antonio.


16. Uma curiosidade sobre o rio da foto do meu Blog nos levou ao Rio de Piracicaba. Com vários amigos, além da presença fugaz do Luis Santana, percorremos as bacias fluviais do Sudeste e do Sul do Brasil.


17. Eu me Lembro... Muitos amigos antigos se lembraram e também a Christina Cabral, que então chegava.


18. A Fruta do Dragão, exótica, chamou a atenção e despertou o paladar de muitos amigos, com exemplos de frutas exóticas e outras nativas do Brasil. O Ricardo Calmon falou de sua Amazônia. O Selmo Santos chegou saboreando o cacau.


19. O latido do Meu Cão Social atraiu a atenção de muitos amigos e trouxe a Eduarda Petry, a Ana Guimarães, a Renata Fern e o Carlos Oliveira.


20. Espantados pela Aranha e o Cupuaçu, só quatro amigos se interessaram por Biopirataria e Diversidade Biológica.


21. Caos Urbano trouxe alguns amigos para verem os danos sofridos pelas cidades.


22. Ao Ricardo falei, cometi uma poesia e muitos amigos compareceram, inclusive o Ricardo Calmon.


23. Convidados, muitos amigos compareceram, pois A Casa é Sua... Até a Lu Cavichioli e a Rosiris chegaram para tomar café de coador de pano à beira do fogão de lenha.


24. Uma ave marinha falou-me sobre a Baia de Babitonga. E seguiu sua viagem. A ave não voltou mais, mas muitos amigos estiveram comigo naquela Baia.


25. A Libélula e os Bioindicadores atraíram a atenção de antigos amigos e da Whane Veloso. Ficamos todos às margens de um curso d'água apreciando a paisagem.


26. Os Biguás no PAN chamaram a atenção de muitos amigos. Digo e repito: eram realmente 125 biguás. Eu contei.


27. Um Outro Caso do Rio Abaixo (III) sobre o Giuseppe Ghiaroni surgiu da curiosidade da Renata e da Rose C. sobre o Poema das Mãos. Não esclareci a autoria daquele poema, mas tive assunto para o tema.


28. Muitos e muitos amigos, como o Carlos Maria Sena, o José Carlos Rocha, a Adriana Ramos, o Ricardo Mainieri, o Djabal Maat, a Lucia Helena, o Marcelo Santos, o Gleidson P. Brito, a Jane Magalhães, o Edmilson Ramos Coutinho e outros mais compareceram. E o Moderador, e o pessoal de suporte técnico, que sempre ajudam, onde ficam?


E, além de todos os aqui citados, outros muitos amigos compareceram, às vezes nem comentaram e se foram. Mas todos têm voltado e estou certo de que voltarão sempre para um café em coador de pano ao lado do fogão de lenha, às margens de um rio, lendo uma poesia, "jogando conversa fora" em um barzinho na cidade ou em uma pousada no Caminho do Ouro na Estrada Real, ou em qualquer outro lugar, pois a Natureza não tem fronteiras. _______________________________________________________________________________


Luiz Ramos ©

Foto: ramosforest©

Environment,literaure, photography

sábado, 23 de maio de 2009

Filatelia e conhecimento - Philately


Filatelia e conhecimento


Eu sempre gostei de coleções, inclusive de selos. A Filatelia é um passatempo, um aprendizado, um exercício de conhecimento. Ontem, eu recebi uma correspondência e fiquei impressionado com a plasticidade do envelope, devido aos selos que os Correios colaram em sua superfície.

Vejam a figura acima e digam se concordam comigo, no que se refere à beleza dos selos e ao bom passatempo de colecioná-los.

Luiz Ramos

Foto: ramosforest©

segunda-feira, 18 de maio de 2009

El Puente



EL PUENTE

Mario Benedetti

Para cruzalo o para no cruzarlo

ahí está el puente


en la otra orilla alguien me espera

con un durazno y un país


traigo conmigo ofrendas desusadas

entre ellas un paraguas de ombligo de madera

un libro con los pánicos en blanco

y una guitarra que no sé abrazar


vengo con las mejillas del insomnio

los pañuelos del mar y de las paces

Ias tímidas pancartas del dolor

las liturgias del beso y de la sombra


nunca he traído tantas cosas

nunca he venido con tan poco


ahí esta el puente

para cruzarlo o para no cruzarlo

yo lo voy a cruzar

sin prevenciones


en la otra orilla alguien me espera

con un durazno y un país


(de Preguntas al azar – 1984-1985 - Mario Benedetti)

fonte: http://www.antoniomiranda.com.br/Iberoamerica/uruguai/mario_benedetti.html
Foto: ramosforest(c)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Normal é ser diferente.


Recebi um convite de amigos de um blog de Espanha para visitar um espaço sobre Autismo.
Lindo e emocionante.
Normal é ser diferente.

VISITEM: http://videotecautista.blogspot.com/

Abraços
Luiz Ramos

terça-feira, 5 de maio de 2009

A cultura, o GO e a Web


A cultura, o GO e a Web


“À beira do brejo, havia um buriti caído, com a coma no barro. Uma garça pousara ali, no buriti jazente, morto com sua dureza. Tombado de raio. Ainda estava sapecado o capim, em volta; com o raio um incêndio se alastrava. Outros buritis, da fila, tinham o baixo-tronco carcomido, cavernas encarvoadas. Assaz enfeitava o chão, com tintas flores, era o alecrinzinho...” João Guimarães Rosa – Noites do Sertão – Buriti -Ed. Record/Altaya – Rio/São Paulo – 1988 - pág. 133.


“Eh, não. Semente que deve de estar morta. Não é a mesma coisa. Quer nascer, nasce onde é que quiser...” João Guimarães Rosa, idem ibdem.


O buriti tombado de raio e o alecrinzinho sobreviverão às intempéries como o espírito do GO sobreviverá.


Nossa comunicação, a interatividade continua.


Luiz Ramos

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