O Mundo Noticia traz as últimas noticias nesta manhã de terça-feira, dia 3 de agosto de 2009.
- A Comissão de Ética daquele Congresso reúne-se para discutir. Discutir o quê? – pergunta o cidadão curioso.
- Os senadores da base aliada discutem a saída do chefe daquela Casa de representantes do Povo e da União. União de representantes de quem? – pergunta o cidadão curioso.
-O piloto de carros de corrida, que viajou em jato particular desde a Europa, está internado em hospital de referência em saúde e passa bem. Boa recuperação, deseja o cidadão curioso.
-O vice daquele outro grande chefe, após mais de uma dezena de cirurgias naquele hospital de referência, sem deixar o cargo, viaja para os Estados Unidos para continuar seu tratamento de saúde. Boa recuperação, deseja o cidadão curioso.
- Mais duas mulheres grávidas, de 23 e 36 anos, morreram devido às complicações da gravidez com a gripe suína, mesmo tendo sido consultadas e mandadas para casa pelos médicos que as atenderam após uma espera de oito horas em uma Unidade de Pronto Atendimento, no Rio de Janeiro.- UPA! ou EPA! – pergunta o cidadão curioso, sem saber qual interjeição empregar.
- As crianças estão em casa sem freqüentar as aulas, por mais uma semana, devido à epidemia de Gripe A ou suina. Alguns pais reclamam o transtorno causado em seus afazeres diários. As crianças pobres reclamam da falta que a merenda escolar fará para elas, por ser, a merenda, sua única refeição diária. - Por que não lhes dão brioches? – pergunta Maria Antonieta, aquela ex-pobre agora no alto escalão governamental.
Por seu espírito inquieto e idealista, ela escolheu a Faculdade de Direito. E foi uma aluna brilhante. Formada, ela escolheu o Tribunal para sua estréia na lide jurídica. Em seu primeiro trabalho no Tribunal, deu-se conta de que era mais idealista que advogada; e trocou o Tribunal pelo Teatro.
Eu a conheci quando ela ensaiava com um grupo de jovens a peça “Pluft, o Fantasminha”, há muito anos. Ela era uma jovem mãe que vivia com seus pais e o filho em uma agradável casa às margens do rio Paraíba do Sul, naquela ainda tradicional cidade do interior do estado do Rio de Janeiro.
O idealismo e a poesia pareciam ser cultivados nos jardins de sua casa. Seu pai, general reformado, mantinha a rigidez do militar em contraponto à sua visão poética do mundo ao seu redor. O general amava os flamboyants que adornavam a avenida às margens do rio, com suas flores vermelhas que se derramavam pelas calçadas, ao caírem das árvores tão coloridas. A esposa do general tinha um encanto especial, por sua doçura e, talvez, por ter o mesmo nome da minha mãe.
A ex-advogada com alma de artista até tentou transformar-me em ator; e chegou a montar uma peça de Josué Montelo, “Através do Olho Mágico”, da qual eu participei. E ela o convidou para a estréia, que contou com a presença daquele então já consagrado escritor acompanhado da esposa.
Durante muitos anos, eu segui o trabalho daquela idealista do teatro e suas montagens de peças. Com o passar dos anos e, ao me afastar daquela cidade do interior, eu fui perdendo contato com ela.
Hoje, ao abrir os jornais da capital, tomei conhecimento do último ato de sua última peça montada no palco da vida. Uma nota na sessão de obituários convidava para a missa de 7º. dia por seu falecimento.Sorri e aplaudi, como se faz ao final deum espetáculo de qualidade, por seu conteúdo e desempenho da artista.
Gosto de escrever como meio de me comunicar com pessoas, intercambiar idéias e momentos. Mas, o prazer do texto é jamais se desculpar, jamais se explicar, dizem.
Escrevo com prazer. Mas nem sempre, pois, algumas vezes, vejo-me na obrigação de abrir um canal de comunicação com o mundo exterior, por educação, por comodismo, por necessidade de afirmação, por outras mil razões, as quais eu poderia passar o dia a enumerar.
Algumas vezes, eu tenho um assunto importante para repercutir. Uma campanha de cunho social, como o lábio leporino; ou um evento de vital importância para a qualidade de vida das pessoas, da plantas, dos animais, como o Fórum sobre Educação Ambiental recentemente realizado no Rio de Janeiro. E eu fico sem saber quem me leu, pois os comentários são poucos ou nenhum mesmo.
Será que minha fruição e minhas escritas dão prazer aos meus desejados leitores? Será que eu não consigo mais me identificar com meus já tradicionais e queridos leitores/escritores? Por onde anda nossa tão desejada interação? Todo relacionamento pressupõe troca, eu bem o sei. Será que eu estou negligenciando em meus contatos, leituras e visitas a espaços de literatura?
Quando se trata de redes de intercâmbio de fotografias de animais, paisagem, fenômenos meteorológicos, flores e outros mais, a receptividade é mais explícita. Minha técnica fotográfica se esmera cada dia mais; os comentários em minhas postagens são prazerosos e cheios de cumplicidade. Isso é fruição e “escrita visual”, por imagem.
Não quero concluir que eu estou a escrever sem fruição, sem desejar meus leitores; só tagarelando. Nesses meses de Inverno, temo concluir que meus textos estão frígidos, sem provocar a formação do desejo e a neurose, como diz Roland Barthes*
Fotos da reunião para discussão de um dos temas do VI Fórum Brasileiro sobre Educação Ambiental
Discussão do tema "Educação Ambiental e Mudanças Climáticas", no Campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Urca, coordenado por André Trigueiro.
O Fórum teve início no dia 22/7/09 e terminará no dia 25/7/09 e conta com a presença de autoridades, especialistas em Meio Ambiente, professores, representantes de redes sociais, de etnias, de grupos culturais tradicionais e de público em geral, oriundos de todo o Brasil.
Todos os dias, pela manhã, eu percorro os 7.500m. de extensão do contorno da Lagoa Rodrigo de Freitas. Nos últimos 15 anos tenho acompanhado a recuperação dos manguezais, de toda a flora e fauna do lugar. Plantas, aves, peixes retornam com a diminuição do lançamento de esgotos e dejetos industriais. Vale a pena apreciar as aves em seus ninhos, às margens da Lagoa, os cardumes, as plantas de mangue em suas variedades, flores e mudas em lança. Sem falar no espetáculo que assistimos ao nascer e ao por do sol.
Porém, quando passo pela orla da Lagoa Rodrigo de Freitas, em determinado ponto próximo ao Jardim Botânico,, vejo que, duas ou três vezes por semana, alguém lança sobre as águas e vegetação das margens uma grande quantidade de fumaça com características de "fumacê", como o usado para combater a dengue.
E, justamente em volta do local do fumacê e nas suas proximidades estão situados os ninhais dos patos, marrecos, e outras pequenas aves que enfeitam a Lagoa e nos sinalizam que a vida retorna para as suas águas.
Mas certamente, em pouco tempo essas aves, e até mesmo os peixes, sofrerão com os efeitos dos produtos químicos lançados sobre as plantas das margens.
Pergunto: quais os critérios para se usar esse tipo de produto tóxico e poluente? Quem autoriza o lançamento desse produto em área de recuperação ambiental tão frágil?
Quem são os responsáveis pelo fumacê? Até quando isso continuará?
Agradeceria a atenção que as autoridades e os responsáveis pelo fumacê dispensarem a esse fato preocupante para o meio ambiente da Lagoa Rodrigo de Freitas.