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sábado, 5 de dezembro de 2009

O tempo


O Tempo


Viajo rápido no tempo

Corro pelas alamedas

Árvores centenárias

Palmeiras imperiais


Corro pelas alamedas

Em busca do passado,

Perdido no tempo,

Em tons de sépia


Árvores centenárias

Adornam meu retorno

No tempo, não no espaço.

Busco algo, impreciso.


Palmeiras imperiais

Símbolos de outras épocas

Resistentes a tempestades

Como eu costumo resistir.


Luiz Ramos ©

Setembro de 2008


Foto: ramosforest ©

7 comentários:

Djabal disse...

Viajar para lugares apenas existentes em nossa memória.
Sem um lugar determinado, apenas buscando símbolos, é uma das fases mais significativas de nossa vida.
A sua é elaborada com beleza e respostas. Parabéns.Abraços.

Luma Rosa disse...

Gostei da analogia do tempo com as palmeiras imperiais, centenárias! O poema todo é de sonho!! Parabéns, Luíz!! Beijus,

Luísa N. disse...

Aos amigos seguidores e/ou seguidos, desejamos um Feliz Natal e Um 2010 de muitas alegrias, saúde e Paz!
Com carinho,
Luísa.

Rafael dos Prazeres disse...

Obrigado pelo comentário meu caro! Estou conhecendo o seu. Estou pisando devagarinho. Forte abraço e Boas Festas.
Rafael dos Prazeres

Ana Lúcia Porto disse...

Luiz Ramos,

Vejo que as suas raízes são profundas e resistentes, então... Que bom... Por sua vez, as árvores centenárias costumam ser mais frondosas e palco de muitas histórias em seu pé (lembranças que os ventos não derrubam).

Abraços,
Ana Lúcia.

Sena do Aragão disse...

Que belo!

Velhas coisas e velhas manias sempre emergem do passado para aguçar boas lembranças.

Em cada cantinho há um pedacinho de passado. E isso é bom.

É sempre poveitoso ler aqui.

Ótima semana.

Abraços

antes blog do que nunca! disse...

Atravessar o tempo em si. Muito bem escrito.

Feliz Natal e Próspero Ano Novo.

1 Bj*
Luísa

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