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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Divagar


1,2,3... Divagar


Um ponto no Universo

Uma luz no firmamento

Um som na rádio local

Um caso em sede policial


Dois pontos explicam o assunto

Duas luzes são um caminhão

Dois sons são uma harmonia

Dois casos complicam o cidadão.


Três pontos não encerram o assunto

Três luzes são sinal para o atento

Três sons são quase canção

Três casos já formam coleção.


Um, dois, três... início do conto

Motivo pra sobre nada falar

Pode ser como ritmo militar

Ou do final, a grafia, o ponto.


Luiz Ramos©2007


Foto:ramosforest©

4 comentários:

Tere Tavares disse...

O ponto, esse sinal por vezes ignorado e até desprezado, faz-se tão necessário e ao mesmo tempo intermitente. Esse poema Luiz abrange paradas novas e inaugura significados. Parabéns

Ana Lúcia Porto disse...

Oi Ramosforest,

Parabéns por tão interessante criatividade...!!

Um abraço e beijo,
Ana Lúcia.

antes blog do que nunca! disse...

Nas divagações encontramos por vezes um ponto de partida.

1 Bj*
Luísa

luís filipe pereira disse...

"escritura", em sentido barthesiano, sem dúvida, o seu poema que levanta o prosaico nos versos entre "signos de pé" (Barthes).
Por sortilégio, aportei neste seu espaço, a ele regressarei.

l. filipe pereira

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