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terça-feira, 11 de maio de 2010

O predador, a presa e o poeta


O predador, a presa e o poeta.


A Ecologia é uma ciência que se acha em pleno desenvolvimento, após ter sido relegada a um segundo plano, por ser considerada assunto só de biólogos. Na verdade, a Ecologia faz intercâmbio de ensinamentos com inúmeras disciplinas, com as quais interage. Até com a Poesia. As pesquisas ecológicas, hoje em dia, interessam a todas as pessoas, das mais diversas atividades.

Os fatores ecológicos compreendem os aspectos climáticos, os aspectos abióticos na água e no solo, os alimentos e os aspectos bióticos. São estudadas ainda a dinâmica das populações, e a sinecologia – biocenose e ecossistema. Em seu aspecto de aplicação prática, a Ecologia estuda a ação do homem sobre a biosfera e a conservação da natureza.

Os fatores bióticos referem-se às interações que se manifestam entre os diversos organismos que povoam um determinado meio. Estes fatores podem ser reações homotípificadas e heterotípificadas. As reações homotípificadas referem-se a efeito de grupo, efeito de massa e competição intra-específica. As reações heterotípificadas compreendem a competição, a predação e o parasitismo, o comensalismo e o mutualismo, e o amensalismo.

Em Sociologia, pode-se, por analogia, dizer que os seres humanos agem e reagem baseados nestes mesmos princípios ecológicos. As reações heterotípificadas se combinam, dando como resultantes os seguintes fenômenos:

• Neutralismo

• Competição

• Mutualismo

• Cooperação

• Comensalismo

• Amensalismo

• Parasitismo

• Predação

O ser vivo predador é um organismo livre que procura um alimento vivo, animal ou vegetal e, algumas vezes, é confundido com um parasita. Entretanto, ambos, predador e parasita, podem subsistir às custas de uma ou várias espécies. Neste contexto, há que se falar de nicho ecológico e população. Nicho ecológico é a atividade exercida por determinada espécie, enquanto habitat é o lugar em que determinada espécie desenvolve suas atividades. População é o grupo de indivíduos que compõe uma espécie. A população é estudada para se determinar seus limites de crescimento, da quantidade de alimentos disponíveis e para avaliação dos efeitos da competição entre espécies sobre cada uma das duas populações.

As interações predador-presa dependem quase sempre da densidade populacional e a predação tem característica de fator limitante. Assim, quando as presas são abundantes, a fecundidade dos predadores aumenta e a população flutua. Por outro lado, quando o predador captura uma presa, geralmente, estas são as mais fracas da espécie e, assim, é melhorada a qualidade média dos sobreviventes das espécies da presa. Entre as aves, muitas espécies são mais abundantes quando a quantidade de alimento é maior. A densidade das populações depende de fatores diversos, como o clima e a complexidade dos ecossistema, sejam eles simples ou complexos.

Em conclusão, sem afastar o lirismo e a magia da poesia, pode-se falar de predadores e presas, pois a natureza em si é a maior fonte de motivação, real ou subjetiva, para o poeta.


Luiz Ramos© 2008


Foto: ramosforest©

2 comentários:

Djabal disse...

Estou, estamos, absolutamente conscientes de que tudo está interligado. Somos folhas de uma árvore imensa. A cada grão de areia corresponde uma estrela. As placas tectônicas crescem na mesma velocidade das nossas unhas. E a ecologia mostra tudo isso. Não temos como ser contrários, sob pena de nos exterminarmos. É isso que o poeta mostrará para êxtase de uns e outros.
Abraços, meu amigo.

Tere Tavares disse...

Não se ignora a interação entre todos os seres vivos, embora possamos não deter o conhecimento científico/específico nos seus mais intricados e interdependentes e variantes, temos a concepção plena de que tudo se relaciona - um grão de areia ao mover-se interfirá nas dunas, no deserto, na Terra, no Cosmo- que o homem , na ânsia de o conquistar, talvez acabe por perdê-lo, e a si próprio também. A poesia é agregação, sobretudo.
Abraços

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